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Mercado de grãos oscila com biocombustíveis e tensões no Oriente Médio

5 de março de 2026
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O mercado global de grãos passou por uma semana marcada por fortes oscilações, influenciado principalmente por questões relacionadas à política energética e ao cenário geopolítico. De acordo com análise da StoneX, soja e milho foram impactados sobretudo pelos debates sobre biocombustíveis nos Estados Unidos e pelas incertezas geradas pelas tensões no Oriente Médio.

No caso da soja, o complexo apresentou variações após a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) encaminhar à Casa Branca a proposta final sobre os mandatos obrigatórios de biocombustíveis. O mercado segue aguardando possíveis aumentos nas metas ainda neste ano, embora o documento não traga mudanças relevantes nem definições para prazos mais longos. Os chamados RVOs continuam sendo fundamentais para a demanda doméstica de soja nos EUA, especialmente por meio da produção de biodiesel, influenciando diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda da oleaginosa no país.

Outro ponto monitorado pelos analistas é o conflito no Oriente Médio. Os ataques na região tendem a pressionar os preços da gasolina, o que pode incentivar o consumo de biocombustíveis e, consequentemente, aumentar a demanda por óleo de soja e pela própria soja. Ao mesmo tempo, a colheita de uma safra recorde no Brasil, somada a um basis mais baixo, amplia a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e aumenta a pressão sobre os Estados Unidos nas exportações. Um possível crescimento nos embarques americanos poderia diminuir o risco de revisões negativas no balanço de oferta e demanda do país.

No mercado de milho, dados da Administração de Informação de Energia (EIA) indicaram uma pequena queda na produção semanal de etanol nos Estados Unidos, embora o volume ainda esteja em níveis historicamente elevados. A principal preocupação do mercado está na manutenção desse ritmo de produção, já que, até o momento, não há planos relevantes de ampliação da capacidade. Ainda assim, as margens continuam consideradas favoráveis, sustentadas pelo custo relativamente baixo do milho e pelo aumento da participação da demanda externa.

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