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Grãos iniciam o dia com movimentos mistos

18 de fevereiro de 2026
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Os principais grãos iniciam o dia com desempenho misto nas bolsas internacionais, influenciados por fatores climáticos, questões geopolíticas e projeções de demanda. De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos passam por ajustes técnicos e reagem a variáveis externas que impactam o comportamento dos investidores.

O trigo apresenta recuperação em Chicago após duas sessões de baixa. O contrato para março de 2026 é negociado a US$ 544,50 por bushel, com valorização também nos vencimentos mais longos. O avanço está relacionado à busca por proteção diante de riscos e à previsão de clima mais seco entre seis e 14 dias nas Grandes Planícies do Sul dos Estados Unidos, área estratégica para o trigo de inverno. No mercado interno, o Paraná registrou leve recuo diário, com cotação a R$ 1.165,57, enquanto o Rio Grande do Sul manteve estabilidade, a R$ 1.066,54. As tratativas diplomáticas entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia continuam, mas ainda sem expectativa concreta de progresso.

A soja também opera em alta. O contrato para março de 2026 supera US$ 11,40 por bushel, impulsionado pela valorização superior a 1% do óleo de soja e pelo suporte do petróleo. A possibilidade de aumento na demanda chinesa segue no radar, embora o mercado aguarde confirmação em novos negócios. No Brasil, a colheita avança e amplia a oferta, mesmo com perdas pontuais e risco de chuvas atrasarem os trabalhos. Fundos ampliaram posições compradas, enquanto os agentes acompanham o Fórum de Perspectivas do USDA e eventuais mudanças na área plantada nos Estados Unidos.

Já o milho registra leve ajuste negativo nos principais contratos. Apesar do apoio das exportações norte-americanas e da busca por preços mais competitivos, o desempenho do cereal depende de definições sobre a liberação anual do E-15 nos Estados Unidos. Entre os indicadores externos, o petróleo avança, o dólar é cotado a R$ 5,2390 e o índice do dólar sobe, movimento que limita ganhos adicionais do trigo.

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